sábado, 18 de julho de 2020

Eva - Microconto

Olá, Gente!
Aqui está a minha participação no Desafio do Grupo Fábrica de Histórias.

Informações do Microconto:
Título: Eva
Autor: Ricardo Fernandes
Número de palavras: 90
Baseado na música: Eva - Nightwish

Música:




Eva saiu de casa a correr. Estava apavorada, assombrada. Os pais dela discutiam, achavam-na louca, doente. Comprimidos atrás de comprimidos para a depressão deixavam-na drogada. Mas, nessa noite, ela não olhou para trás. Correu até à ponte e mandou-se dali até à água, imaginando ser uma fada. Ela não era louca só tinha perdido o irmão mais novo para o céu há um ano.
O funeral ocorreu.
– Lamento, a Eva tinha muita dor no coração. – Disse o psiquiatra dela.
Eva era esquizofrénica, diagnosticada há um ano após matar o irmão.


Gostaram?!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Conto "Penumbra"

Olá!

Informações do Conto:
Título: Penumbra
Autor: Rui Martins
Número de palavras: 530 palavras.

Créditos: Fábrica de Histórias


Amanhece lá fora. O sol desperta sem medos. Irradia de luz e energia tudo ao seu redor. Cá dentro a penumbra. Não quero que amanheça. É só mais um dia. Um dia igual a todos os outros dias. Quando menos esperar chegará o medo. Esse medo que me enrola numa teia de aranha, que me deixa confuso, que me transforma. Sou apenas um corpo que perambula no vazio. Não quero que amanheça, pois não consigo sair à rua. E nem quero que me vejam dentro deste lugar, dentro desta cama. As marcas vincadas no corpo não me assustam, mas as razões delas podem se ouvir nas paredes brancas deste quarto. Essas vozes martelam-me a mente como uma chuva de raios que surge num inverno sombrio e frio. O medo é a minha sombra. Transformou-se na minha sombra porque já não sei o que é viver, por isso, não tenho medo. Degrau a degrau, essa sombra vai-me empurrando para o topo de uma escadaria que me levará ao inferno. Quanto mais subo, menos eu sou. Menos eu estou. Esse medo vai se fundindo em mim como brasa, e ela queima, queima como o inferno que devo ir parar em breve. Talvez mais cedo do que julgo. Ninguém me ouve falar, ninguém me ouve rosnar, há meses que não dou uma única palavra a estes homens e mulheres vestidos de branco. Parecem preocupados, mas eu não estou. Eu estou sereno, sabendo que o medo vem alcançando-me lentamente e levando-me para o purgatório devagarinho até chegar ao inferno sã e salvo. Este medo vem sobrevivendo à custa do meu silêncio. Sou cúmplice do medo. Sou cúmplice do silêncio. Cúmplice porque viro o rosto, fecho os olhos, não penso, não falo, não revelo sentimentos, estou calmo e sereno, ou pareço calmo e sereno. Às vezes, o medo não aparece. Costuma ser um visitante, mas não vem todos os dias. Com certeza tem mais coisas para fazer do que vir ver um velho caquético.
– Como está o senhor António? – Ouço do outro lado. Não respondo. Nunca respondo. Nunca respondi. Não nestes últimos meses.
– Está na mesma. O cancro está a levá-lo lentamente. Não temos muito mais o que fazer. Temos dado mais doses de morfina e tem-se aguentado.
Tossi. Era o único barulho que fazia nestes últimos meses.
Algumas vezes fantasio. Fantasio que o medo não está cá e que do outro lado há um mundo bonito. Mas na terra não fui um bom homem. Não fui um bom pai. Mandei para fora de casa a minha filha que me apareceu aos treze anos grávida. Ela teve que ir para casa de uma vizinha e depois decidiu ir para casa de uma irmã da minha mulher. Acabei por ficar viúvo há dez anos e hoje tenho isto... Este cancro a correr-me por dentro.
Escurece lá fora... A penumbra chega até mim. Hoje... neste momento, eu quero que amanheça. Hoje olhei para o medo. Sorri.
– Estamos a perdê-lo. – Ouvi um homem falar.
Não quero ser mais um estorvo, não quero ficar aqui perdido no meio da estrada. Já vejo o fim dela ao longe. Caminho a passos curtos, mas rápidos. Cheguei ao destino.
Estou na penumbra.


Microconto "Estrela"

Olá!

Informações do Microconto:
Título: Estrela
Autor: Rui Martins.
Número de palavras: 38 palavras.
Baseado na música: Space Bound - Eminem

Música:




Luís deu um tiro na cabeça, após anos de violência psicológica. Morreu sim, mas era uma morte boa porque a recebia dela. Virou uma estrela para puder guiar a amada durante todo o caminho que ela quisesse percorrer.

domingo, 5 de julho de 2020

Desafios Literários Conto e Microconto

Boa tarde!
A Diana é moderadora do grupo Fábrica de Histórias e temos dois desafios novos.



1) Um microconto songfic = pensando que temos o dia do rock a meio do mês, devemos escrever um microconto de até 500 palavras baseado em qualquer música que a gente goste, de qualquer estilo.
Não é para colocar o trecho de música no meio da história em separado. O trecho pode aparecer como epígrafe, mas devemos nos basear na letra para escrever a nossa história.



2) Um conto com protagonista idoso = podemos fazer um conto de 500 a 6.000 mil palavras sobre personagens que já estejam na terceira idade, relembrando que os dia dos avós é no fim do mês.


Regras:
1) Você pode participar dos dois desafios com quantas histórias quiser, mas só será premiado(a) com uma.
2) Respeite o tema e o limite de cada proposta;
3) Respeite as regras da plataforma em que postar sua(s) história(s); aceitarão histórias publicadas em todos os sites, incluindo blogs e sites pessoais.
4) Prazo de inscrições: 04 de Julho a 31 de Julho de 2020.
5) A história pode estar dividida em capítulos (no caso dos contos) desde que não ultrapasse o limite máximo e esteja marcada como concluída no dia 31.
6) A moderação do grupo pode participar, mas apenas para incentivar a comunidade. Nenhum admin ou moderador será premiado.

Premiação:
Selos de primeiro, segundo e terceiro lugares para cada proposta e divulgação especial no grupo e na página.


A página do grupo: Página Fábrica de Histórias

OBS: Pelo menos duas pessoas aqui da equipe vai participar e deixar a sua participação!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A Onda

Olá Pessoal!
A Diana regressou ao Terror 666 com novo post.

Hoje venho falar de um filme. Lembro-me de ter visto este filme numa aula de Filosofia há algum tempo e pesquisei.

A Onda (DieWelle)

É um filme alemão de 2008, inspirado no livro homónimo de 1981 do autor americano Todd Strasser e no experimento social da Terceira Onda. É baseado numa história verídica.

O filme tem a versão americana que foi feita para TV em 1981.


No vídeo acima está a versão americana.

O filme conta a história de um professor com simpatia pelo anarquismo que é obrigado a assumir um curso de uma semana sobre autocracia, para alunos do Ensino Secundário. Ao perguntar se um regime totalitário poderia existir hoje na Alemanha, percebe o descrédito dos alunos. Resolve, então, realizar um exercício pedagógico para explicar, na prática, como se dá a manipulação ideológica de um conjunto de jovens que sente necessidade de uma liderança forte. O professor Rainer Wenger propõe o exercício de um movimento “unificador” e cria – com a participação entusiasmada dos alunos – símbolos, uniforme, saudações e, com muita subtileza, preconceitos em relação aos que não se sentem à vontade para aderir ao movimento.

Bem, eu acho o filme muito bom (a versão alemã) e deixo aqui o trailer no Terror 666.



Diana.